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Além da
Mata Atlântica que compõe sua vegetação, sete praias
encantam os visitantes, cinco delas na Enseada das Palmas: a
Prainha do Engenho, onde as rochas formam uma piscina
natural, a Prainha de Fora, a Praia do Presídio, a Praia do
Sapateiro e a Praia das Palmas, que é a mais indicada para
banho por suas águas calmas e pouco profundas.
Os costões rochosos compreendem cerca de 80% do litoral da
ilha e, cercados de águas transparentes, formam um ótimo
ambiente para mergulho. Na Praia do Sul e na Praia do Leste,
acessíveis por barco ou por trilhas que cruzam a mata, o
mergulhador encontra paredões verticais submersos com grande
diversidade de fauna e flora marinhas. A abundância e
variedade de peixes que habitam essas águas - tainhas,
robalos, carapaus, peixes voadores, frades, garoupas,
budiões - está protegida pelo Polígono de Interdição da
Pesca. Tartarugas Marinhas utilizam as águas da região como
áreas de alimentação e são protegidas no Parque, através do
Núcleo de Atividades de Projeto TAMAR/IBAMA.
A Ilha dos Porcos passou a ser denominada Ilha Anchieta em
1934 como parte das homenagens ao quarto centenário do
nascimento do Padre José de Anchieta. Habitada por índios
até o inicio do século XIX, foi conhecida também como Terra
de Cunhambebe, que era o chefe da Confederação dos Tamoios.
A partir de 1904, começou a funcionar a Colônia Correcional
da Ilha dos Porcos que se transformou em presídio político
entre 1931 e 1933. Em 20 de junho de 1952, dez anos depois
da Colônia passar a Instituto Correcional, a ilha foi palco
de uma das mais sangrentas rebeliões carcerárias do País.
Cerca de 400 presos dominaram os guardas, mataram soldados e
funcionários e fugiram. Muitos foram recapturados, mas a
revolta determinou o fim do presídio, desativado em 1955. A
ilha ficou praticamente abandonada até 29 de março de 1977,
quando foi criado o Parque Estadual da Ilha Anchieta, hoje
integrado à rede de Unidades de Conservação administrada
pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo através do
Instituto Florestal. O Parque ocupa a totalidade da Ilha
Anchieta e, além de proteger as riquezas naturais, preserva
o rico patrimônio histórico- cultural representado pelas
ruínas do presídio e suas instalações.
Ao visitar a parte histórica do Parque, o visitante
contribui com uma pequena taxa de ingresso, destinada à
conservação e melhoria da infra-estrutura e visitação.
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Fotos e texto:
Colégio Rainha da Paz |
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